Com certeza o lugar que mais me impressionei.
Os outros lugares que eu fui dava pra ter uma idéia do que iria encontrar, diferente da Croácia, que sabia quase nada.
País lindo, não é toa que passou por várias guerras até conquistar sua independência, em 1991.
Habitada desde a Pré História, a Croácia já foi governada pelo Império Romano, depois Bizantino, e foi obediente a Reis e imperadores de países vizinhos, como a Hungria e a Áustria.
Durante todos esses anos de disputa perdeu território, foi incorporada a Iugoslávia ( hoje Sérvia e Montenegro) no século XX e só recuperou sua Independência em 1991. Chocada com as atrocidades cometidas pelos sérvios, a comunidade internacional começou a reconhecer a independência da Croácia, foi quando o País foi invadido pelo Exército Federal que interveio em favor dos croatas. Em janeiro de 1992, a maior parte do mundo reconhecia o país, inclusive a ONU.
A Guerra contra a Iugoslávia só terminou em 1995, e a cidade que ficou bastante destruída foi reconstruída e somente em 2001 ficou pronta. Hoje é considerada patrimônio da humanidade pela UNESCO.
Passeando pela cidade, a sensação que se tem na Croácia é de paz e tranqüilidade onde um dia já foi palco de guerras e muitas mortes.
A arquitetura antiga, que dá todo o charme, e a recente história, muito viva, torna o local muito especial.
A cidade antiga é de uma beleza indescritível e o conjunto, arquitetura, história, mar Adriático, sol e a vista da cidade fazem do lugar um destino turístico mais do que especial e inesquecível.
Fomos somente para Dubrovnik, por isso, um dia pretendo voltar ao país para conhecer suas ilhas, como Hvar, e outras cidades.
Chegamos a Dubrovnik a noite, e no caminho até o Hotel já dava para imaginar o que esperar no dia seguinte. A lua, quase completamente cheia, iluminava o mar e deixava a mostra a silhueta de barcos, ilhas, montanhas e casas.
No dia seguinte a primeira coisa que fiz foi abrir a cortina do Hotel Neptun, nunca fiquei em um hotel com vista tão bela, aliás vale comentar que fizemos reserva em um outro hotel da mesma rede e, no entanto, ficamos em um hotel muito melhor. No início ficamos sem saber o porquê e preferimos nem perguntar, vai que eles percebem o engano e nos colocam no hotel mais simples, ainda mais depois de ter passado pelo Neptun. Nem pensar... Mas em uma dessas noites em Dubrovnik encontramos o dono do hotel passeando no centro histórico, não sei como o papo começou, fui ao banheiro e quando voltei o Flavio já estava lá, falando pelos cotovelos.... e claro que ele perguntou o porquê da troca do hotel, ele muito simpático nos explicou que, se tinha como nos colocar em um lugar mais bonito, por que não? Adorei!!!!
Na verdade, o turismo na região ainda é muito recente e essa é mais uma forma de dar boas vindas aos turistas e agradá-los.
Como a cidade é pequena é fácil andar de ônibus, aliás esta é a melhor forma de se locomover em Dubrovnik. A língua croata é muito difícil, mas o inglês é dominado até pelos motoristas de ônibus.
Logo no primeiro dia acordamos cedo e já conseguimos um passeio. Fomos para a ilha de Mljet, lugar que assim como Dubrovnik possui uma história muito bonita dos castelos e da forma como a população vive. O passeio durou o dia todo, aproveitamos para no final do dia assistir a um pôr do sol fantástico, para achar a melhor localização, basta caminhar pela estreita rua para pedestres que circunda toda a orla, passando por muitos hotéis e restaurantes.
A parte antiga da cidade possui vários restaurantes maravilhosos, vale muito a pena não só pela comida, como também pelo lugar que se transforma a noite.
Bares tradicionais escondidos em becos são interessantes para conhecer a cultura e o estilo dos jovens da região.
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