
Depois de um tempo longe do meu blog, pretendo voltar a escrever com mais frequência. Promessa feita a mim!!
Muitas coisas aconteceram nesse período de ausência, casamento, lua de mel, férias, trabalhos... sobre o que pretendo escrever um pouquinho a seguir. E como esse blog nunca foi divulgado e o intuito não é esse, vou escrever coisas minhas, que mesmo estando em um lugar público, só dizem respeito a mim.
O intuito é relatar esses momentos únicos que passei nesse período, e por isso, o tom vai ser de desabafo e cheio de detalhes, para nunca esquecê-los e relatá-los ainda com a emoção dos detalhes que estão muito frescos na memória e no futuro ler e lembrar de tudo isso.
Como diz Morais Moreira, “ Eu ia lhe chamar enquanto corria a barca, lhe chamar, enquanto corria a barca...” e como não deu pra chamar todos que estavam na barca, e outros que chamei não conseguiram descer da barca, quero compartilhar um pouco desse momento único na minha vida, o meu casamento.
E que momento único!! Não sei se para os homens esse dia é tão especial, acho que não, mas mesmo pra mim, que nunca tive como prioridade casar com véu e grinalda, foi um momento e tanto.
Um dia antes do casamento, na sexta-feira, dia 07-08-2009, fizemos um churrasco para a gauchada já presente em Angra dos Reis e para amigos cariocas que não poderiam estar de fora.
Fiquei muito emocionada com a presença de tantos familiares.
Minhas escolhas e o meu destino me levaram a ficar longe, não só dos meus pais e irmãos que amo tanto, mas também de amigos que gostaria que estivessem mais presentes na minha vida. E sabendo dessa distância, imaginem minha emoção ao ver todas essas pessoas juntas por minha causa.

No dia do casamento já acordei meio zonza, estranha, um vazio na barriga, não sei ao certo como definir, mais ou menos, é como férias chegando, sabe? Ou como a primeira vez em uma montanha russa. Ou como o primeiro dia de trabalho. Como a sensação de ser mandada embora do trabalho...na verdade tudo isso junto e mais um pouco.
Como não estive presente durante as escolhas e os preparativos dos detalhes do casamento, minha expectativa não foi aumentando aos poucos, acho que ela aumentou tudo de uma vez só, da véspera até o momento do casamento.
O antes foi bastante desgastante. Por se tratar de um casamento em Angra dos Reis, não dá para cada mulher ( mãe,vó, madrinhas, amigas...) ir para um salão diferente, por isso levamos maquiador e cabeleireiro. Meu erro foi não ter contado com um pouco de atraso de todos, que, no final, se tornou em um grande atraso. Mas tudo bem tirando o fato de eu ter me arrumado em menos de meia hora, de não ter conseguido me olhar no espelho, foi tudo ótimo.
Cheguei na Igreja!!! Os homens da minha vida, acho que eram os mais ansiosos. Meu pai já na concentração para, no grande momento, não chorar. O que foi em vão, claro!! Mas meu pai não chorar no meu casamento?? Não teria graça!!! E para eu não chorar usei uma técnica infalível....não olhei para o meu pai durante a entrada!! E deu certo!! Tudo bem, às vezes os lábios tremiam de felicidade e claro de emoção!!
O que não parava de tremer na verdade eram as pernas do Flávio. Em um ataque de nervosismo, misturado com emoção e ansiedade não conseguia manter a perna quieta.
Acho que o sonho de todo pai é ver a filha casando. No meu caso, não foi diferente. Meu pai sempre foi um grande pai, mesmo distante, mesmo sem conseguir falar muito comigo ( ele logo começa a chorar), ele sempre soube, mesmo no seu silêncio passar o ensinamento que eu precisava, o carinho que eu desejava!
O sorriso do Flavoca junto com seus olhos cheio de lágrimas é inesquecível. Nunca tinha o visto assim antes e acho que tão cedo não voltarei a vê-lo assim.
Depois de tantos preparativos, o sucesso da cerimônia e da festa, e da maravilhosa e inesquecível lua de mel, um vazio tomou conta e a saudade de uma noite inesquecível é inevitável. As lembranças serão eternas e o obrigada a todos que contribuíram com sua animação foi essencial para o sucesso desse evento!!!
E mesmo começando as cinco da tarde e terminando 3:30 da manhã (praticamente uma rave) a sensação que fica é de que durou pouco tempo. A sensação que tenho é que não abracei todas as pessoas quanto eu gostaria, não falei tudo o que eu gostaria, não beijei tanto quanto gostaria de ter beijado, não falei o quanto as amo de uma forma única, individualmente, com toda a emoção do momento.
Aos amigos Fernanda, Beno, Leo, Gui, Fabrício ... garanto, nada mudou!! Mas não se esqueçam que estamos juntos nesse barco.
Helinho, que conseguiu descer da barca e participar desse momento definiu o casamento assim...
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Casamento Flavio e Anne
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